Obrigada, Nando Reis!

Oi gente! Tudo bem?

Muito bom estar aqui de volta com vocês!

Hoje vou falar um pouco sobre música. Não sei se isso acontece com vocês, mas comigo acontece direto.

Tem músicas que ouvimos sempre, mas não escutamos com o coração. E ai de repente aquela música que você já cansou de ouvir traz uma lição maravilhosa.

A última música que fez isso comigo foi Cegos do Castelo, do Nando Reis.

Sabem qual é?

“Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço
E vou a pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou”

Não tem aquele momento que algumas coisas já não fazem mais sentido na vida?

E que você olha para um lado e para o outro e já não enxerga mais o que te prendia ali?

Pois é. Assim é a despedida “dos infernos” que um dia nos atraíram.

Acho que quando o Nando Reis falou em Inferno, ele não se referiu a nada de ruim, acredito que esteja falando apenas da nossa falta de consciência.

As coisas são como são, aceitamos, e nos resignamos, mas de repente, algo acontece que não tem mais como aguentar. E o que antes era normal, vira inferno.

Já me despedi de vários infernos.

Estou seguindo a pé e busco encontrar quem eu sou.

Esse caminhar é solitário. As vezes encontramos alguém para dar alguns passos juntos. Outras vezes, caminhamos quilômetros sem fim à sós.

E é nesta jornada, o meu caminho é a meditação, que encontro o maior cego de todos.

Aquele que mora dentro de mim. O que não me deixa enxergar além da ilusão que cobre a vida como uma névoa.

Este cego, briga demais com a consciência. Ele não quer que ela enxergue. Para ele é confortável ter a consciência quietinha e em silêncio sepulcral.

Mas a verdade é que uma vez que os véus da ignorância e do ego começam a ser eliminados, não tem como voltar atrás.

O caminho é seguir adiante. É sentir a dor que chega junto com a consciência mais expandida. Mas o que vem junto, e que leva a dor embora, vale tanto a pena, que você paga o preço.

Meditar te leva a conhecer o Amor Universal que não tem fim. Te leva a ver além da ilusão da experiência humana.

Alguns dizem que a ignorância é uma benção.

Depois de alguns anos meditando e buscando me conhecer cada vez mais, posso dizer que ela talvez poupe da dor, mas aquele que permanecer na ignorância jamais conhecerá a bem-aventurança de ser pleno em si.

Sigo a pé. E quem puder me achar, puder ler a minha alma, muito além do meu rosto. Que venha caminhar ao meu lado e me deixe caminhar ao lado seu.

Com todo o meu carinho e gratidão,

Carla Rubio

 

 

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