O outro lado do Outubro Rosa – Força, fé e Coragem!

Olá leitoras!

Neste mês de Outubro, com a Campanha de Prevenção do Câncer de Mama, eu não poderia deixar de abordar este assunto, mas resolvi falar sobre as expectativas nossas de cada exame.

Cada vez que fazemos uma mamografia de rotina esperamos ansiosamente o resultado, a sensação de alívio, do dever cumprido e de uma preocupação ao menos até o próximo ano!

Começamos aos 40 essa rotina, mas e quem começa aos 35 porque tem histórico familiar? E quem começa a se preocupar desde os quinze anos porque a mãe teve um câncer de mama antes dos quarenta anos? As dúvidas: Dra., posso tomar pílula anticoncepcional?

Como orientar essas mulheres em todas as suas idades, com todas as suas histórias de vidas? Seus riscos genéticos, seus riscos alimentares, seus riscos de uma vida estressante , seus riscos pelos amores e “desamores”, mágoas, ressentimentos, ansiedades, perdas e lutos, seus riscos pelo uso de hormônios. Dúvidas, dúvidas e dúvidas.

Falar com essas mulheres como mãe, mulher, médica…Este é o nosso trabalho!

A previsão de 60.000 casos novos de Câncer de Mama para o próximo ano assusta, mas o enfrentamento da vida assusta, então vamos encarar a vida e essa luta como mais uma. Os exames preventivos são extremamente necessários e devem ser analisados a fundo e sob uma visão do corpo da mulher como um sistema integrado.

Por isto a Fé, em qualquer circunstância e qualquer que seja a sua crença ou filosofia de vida irá lhe proporcionar a tranquilidade necessária para encarar os exames e tratamentos.

Trabalhos científicos, hoje já comprovam que com a nossa FÉ, a nossa capacidade de luta aumenta, ficamos menos doentes, nos curamos mais rápido e vencemos batalhas.

A aumenta a nossa Coragem e junto com a nossa rede nos sentimos mais fortes!

Que rede é essa?  Nossa rede de apoio,  família, amigos, psicoterapia, etc.

É dela que vem a Força para lutarmos, começando pela prevenção, diagnóstico , tratamento e acompanhamento do pós tratamento.

Como manter o bom humor e o sorriso? Não é fácil, mas vamos recuperando aos poucos até que ele volte!

E a sexualidade? Também! A mama é um símbolo da sexualidade e a auto-estima fica comprometida. É muito importante que você possa falar dos seus sentimentos com o parceiro. Isso porque eles também ficam perdidos sem saber o que falar, como agir, se podem tocar a mulher, dar um abraço ou beijo, ou se ela vai achar que ele está querendo sexo. Então o casal se afasta por dificuldades em como dizer e o que dizer.

A sexualidade, como relação sexual, só é trabalhada e recuperada após o tratamento, mas é preciso um entendimento maior da sexualidade como afeto, abraço, beijo, sentir-se amada, protegida, cuidada. Isso depende do companheirismo, da maturidade do ser humano que se tem ao lado!

Neste momento, entramos nós, Ginecologistas, Sexólogos para ajudar esse casal a reconstruir sua sexualidade com prazer, afeto e carinho mostrando as possibilidades de um novo caminho e ajudando nessa transição.

A contenção emocional que a família pode e deve dar nesse momento, passa por algumas fases de quem recebe a notícia:

Negação: Não está acontecendo comigo! Revolta: de quem é a culpa? Por que eu?  Aceitação: Esse é o momento em que a paciente aceita ajuda psicológica e afetiva de uma forma mais tranquila e então começa verdadeiramente a sua luta pela vida e pela alegria de estar com os seus.

Vejo todas essas mensagens de divulgação do Outubro Rosa para nos fazer parar e refletir sobre o assunto: lacinhos, homens com cueca rosa, mamografias sendo oferecidas gratuitamente, enfim, somos lembradas todo ano de que precisamos nos cuidar e quero lembrar qual o primeiro cuidado que devemos ter:

Alimentação saudável: evitar carboidratos, comer mais gorduras “do bem”, legumes, verduras  e frutas. Os carboidratos viram açúcares e alimentam células cancerígenas. Olhe para nossos avós e bisavós, eram mais saudáveis. E porquê o câncer tem aumentado a cada ano? Em função dos agrotóxicos, produtos industrializados, etc.

Para aquela menina de quinze anos com alto risco genético, eu diria “Vamos cuidar da alimentação e orientar outros métodos contraceptivos”. Cada mulher é uma, cada mulher tem uma história, a medicina hoje deve ser personalizada e a mulher ser tratada como um todo!

Uma mulher pode desenvolver um câncer de mama depois de uma traição, pela dor da mágoa, ferida na alma, que se reflete em ferida no corpo! A mulher que chega ao consultório com uma historia de dor pelo companheiro, precisa ser amparada e orientada para cuidar dessa dor e não manifestar a doença.

Vamos refletir sobre o todo!

Parabéns a todas as mulheres nesse Outubro Rosa e vamos olhar para a mulher que está ao nosso lado, orientar mais do que apenas mamografias  e assim salvaremos mais vidas!

Força , Fé e Coragem .

Bjs

Dra. Glene Rodrigues

Ginecologista e Sexóloga

CRM 72019

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