O Café!

Não faz muito tempo que fiquei viciada em tomar café. Na maior parte das vezes sem açúcar, primeiro porque gosto de bebidas amargas, mas também para uma boa degustação dos seus aromas e sabores. Comecei essa brincadeira por causa das cápsulas da Nespresso. Tão bonitas e coloridas! Experimentei uma cor, depois outra e quando vi, gostava de café. O ambiente contribui bastante para impulsionar esse vício, no espaço “Bem Estar” do escritório onde eu trabalhava. Foram muitos bons momentos ali, com os amigos do trabalho, tomando um cafézinho.

Amigos, bons momentos, uma bebida … está montado o cenário típico do Cervejando pelo Mundo! Tive duas experiências interessantes que vou compartilhar.

A primeira foi com uma carona que peguei na Austrália. Estava chovendo muito forte, então paramos em um lugar chamado Glasshouse Mtn Coffee Co. Bem decorado, cheio de comidinhas deliciosas e o café de boa qualidade. Circulando pelo local, me deparei com umas sacas de café do Brasil (já fiquei empolgada e com vontade de conversar com alguém), e no fundo uma sala com alguns equipamentos e uma placa escrito “Roasting Now”. Curiosa que sou e com mais vontade ainda de conversar com alguém do estabelecimento, fui xeretar o que era, e então veio o dono (eba!!). Craig, um expert no assunto, me deu uma aula sobre o café com aquela empolgação que só os apaixonados são capazes.

Me falou que a origem do café é a Etiópia. A árvore pode ter flores amarelas e brancas, sendo que as de fores amarelas produzem um grão de melhor qualidade. Assim como as berries, o grão nasce verde e conforme vai madurecendo sua cor vai se tornando vermelha. Após a colheita, se faz a caramelização do grão através de um processo chamado torrefação. São duas etapas, sendo que na primeira o grão cresce e estoura, e facilmente se percebe o estouro através do estalo. Na segunda etapa, o estalo é quase imperceptível, mais difícil de identificar. E então o grão está pronto para ser moído. No caso de Craig, ele tem a sala dele de fazer a tosta e moagem.

Me deu algumas dicas para sentir os aromas de café e qualquer outra bebida. Primeiro passo é inspirar com o nariz e depois inspirar novamente, com o recipiente embaixo do queixo. Nesse dia era um dia especial para Craig, pois ele tem um vaso com café na entrada do estabelecimento, e naquele dia pela manhã a planta estava florida pela primeira vez. Flores brancas.

A outra experiência foi em Bali, com o café Luwak. Sabe aquele conhecido café mais caro do mundo, que vem das fezes da civeta (um bichinho parecido com uma raposinha misturada com gambá)? Pois então, fui lá conferir. O que acontece é que, durante a noite, as raposinhas invadem a plantação de café e escolhem a dedo os grãos que irão ingerir.. sempre os já maduros, de cor vermelha. Mas eles não mastigam o grão, apenas os engolem. Durante o processo de digestão, ocorre a fermentação do grão dentro do animal, o que faz com que uma parte da cafeína seja extraída. Ao defecar, os grãos saem inteirinhos. Pela manhã, a fazenda está cheia de cocô de café. Então as pessoas vão lá, colhem, limpam, fazem a torrefação e a moagem. Tudo muito manual. E então o café está pronto pra ser feito e consumido.

Tá é nojento de pensar, mas a raposinha é tão bonitinha. O café custa “caro”comparado com os outros cafés balineses, em torno de cinco vezes mais… mas em Bali nada é caro na verdade. Achei o café mais suave que os outros cafés balineses que tomei, e longe de ter qualquer resquício do caminho percorrido até chegar na minha xícara.

 

Até a próxima!!!

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