Fobias Caninas

Quem tem cão ou conhece alguém que tenha, com certeza já presenciou algo que deixou o cão assustado.  Fogos, trovões, caminhões, vassouras, aspirador de pó e inúmeras outras coisas.

Toda reação de um cão é consequência de alguma ação ou estímulo. Essa reação pode ser positiva ou negativa.

Quando chamamos nosso cão para brincar e ele vem todo feliz, é uma reação positiva ao “brincar”, ou seja, o estímulo causou uma reação agradável ao cão.

E os estímulos negativos?

Sempre que seu cão reagir a alguma situação de maneira fora do comum, como por exemplo:

  • latir muito (um latido diferente dos normais), arrepiar os pelos das costas, correr na direção oposta, se abaixar (como se quisesse se proteger), atacar e até mesmo morder.

São alguns exemplos de sinais que o cão está reagindo negativamente a alguma situação a sua volta.

O que fazer?

Bom, inicialmente, devemos manter a calma. Somente assim é que conseguiremos verificar o que possa ter causado aquela reação no cão.  Evite “falar” ou “fazer carinho” nele nesse momento, primeiro que ele não vai prestar atenção em você, pois está mais preocupado com o que lhe causou esse “medo” e qualquer distração nesse momento, pode ser fatal para ele, por isso ele fica focado, e segundo, o cão não merece uma recompensa (carinho, fala petiscos etc.) nesse momento, pois seu estado está agitado, tenso, nervoso, por exemplo. E não devemos recompensar esses momentos.

Como já identificamos o que causou aquela reação ruim no cão, devemos tentar tirar essa imagem negativo que o cão teve. Fazendo isso, começamos a reverter à situação e passar do negativo para o positivo.

Lembrando que cada caso é um caso e que cada cão reage de uma maneira e tempo diferente, portanto, paciência é fundamental.

Vamos tomar um exemplo bastante comum nas residências: vassouras.

Muitas vezes os cães têm medo de vassouras, pois já passaram por algum trauma com esse objeto, ou já apanhou (de vassoura ou de um pedaço de pau semelhante) ou uma vassoura caiu próximo quando ele estava dormindo ou relaxado, por exemplo.

Cito esse exemplo, pois tenho um cão que resgatei das ruas, muito bonzinho, só que quando fui varrer o quintal (no mesmo dia em o peguei), ele se transformou e veio com muita fúria atacando a vassoura. Provavelmente sofreu alguma coisa ruim com relação a isso.

Bom, não gritei com ele, pois não era uma agressão voltada a minha pessoa e sim uma fobia enorme com a vassoura. Quando ele mordeu a vassoura, eu soltei-a no chão e me afastei. Deixei a “fúria” passar (coisa rápida). Chamei-o para longe do objeto, para tirar essa situação ruim momentânea.

Passou alguns minutos, voltei ao quintal, coloquei a vassoura onde ela estava inicialmente. Novamente chamei o cão, dessa vez eu estava munido de petiscos (importante ser algo que o cão goste de comer). Assim que ele chegou ao quintal, joguei um pedacinho para ele. Rapidamente comeu. Conforme ele ia comendo, eu jogava pedacinhos cada vez mais perto da vassoura. Sempre em silêncio.  IMPORTANTE: Não force o animal a chegar perto do que lhe causa medo, ele precisa chegar no tempo dele e quando se sentir confortável para aquilo.

Quando percebi que já não olhava fixamente para a vassoura, joguei um petisco mais afastado e fui até a vassoura, repeti o processo (a diferença é que eu estava próximo à vassoura agora).

De novo joguei um petisco mais afastado e então peguei a vassoura, e continuei jogando pedacinhos para ele comer. Conforme ele comia e mexia um pouco no objeto, até começar a varrer lentamente o chão.

IMPORTANTE: Sempre observe a reação do cão, pois se ele demonstrar insegurança ou muito medo, não devemos ultrapassar o limite, vamos até onde o cão estava tranquilo na presença da vassoura. Paciência é fundamental.

Por mais alguns dias repeti todo o processo, a diferença é que diminui a quantidade de petisco e fui alternando entre petiscos, brinquedos, carinhos e até mesmo um “Bom menino”.  O que importa é a forte ligação que criamos com nosso cão.

É claro, isso foi um pequeno exemplo.

O importante nessa história é observar o que desencadeou o comportamento negativo do cão e trabalhar para criar uma imagem positiva daquilo.

Não importe o tempo que leve, não desista de seu cão.

 

Até a próxima,

Fernando Oliveira

www.consultorcanino.com.br

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