Dia do lixo: Eu preciso dele?

Nos últimos anos, uma prática tem dado o que falar nas redes sociais, chamada “dia do lixo”. Ela surgiu entre atletas de algumas modalidades, como os fisiculturistas, fase a qual eles chamam de “bulking” (em que se come mais do que as necessidades e foca no treino pesado para ganhar “volume muscular”) ou, em outras situações, tem o intuito de “dar um choque” no organismo que estacionou no alcance de determinado objetivo.

Ao trazer essa prática para a população em geral, temos pontos positivos e negativos, os quais serão observados individualmente, já que cada pessoa tem um estilo de vida, um estado de saúde, um objetivo, um tipo de treino e um estado emocional particular. Vou explicar o que isso quer dizer.

O dia do lixo nada mais é do que escolher um dia em que se pode comer tudo o que você quiser, em quantidade liberada. A vantagem é que algumas pessoas, de fato, podem ser beneficiadas por essa prática, uma vez que se sentem mais estimuladas a permanecerem firmes na dieta depois desse “deslize permitido”. Para outras, uma “jacada” dessas pode ser tão desastrosa que talvez coloque a perder tudo o que conquistou antes.

Fast food concept with greasy fried restaurant take out as onion rings burger and hot dogs with fried chicken french fries and pizza as a symbol of diet temptation resulting in unhealthy nutrition.

No meu ver, o dia do lixo tem objetivo muito mais psicológico do que fisiológico. Mas por que? Simplesmente por causa do efeito que expliquei anteriormente. A mente de algumas pessoas funciona da primeira ou da segunda forma, por isso, pode funcionar para um, mas não para o outro. Porém, a verdade é a seguinte: se você consegue manter uma alimentação regrada e saudável na maior parte do tempo, com algumas escapulidas de vez em quando, nem o seu corpo nem a sua mente irão precisar de um dia descontrolado. O dia do lixo é usado principalmente durante a prática de dietas extremamente restritivas, em que a pessoa sofre tanto que o tal dia do lixo poderia ser interessante para ela extravasar toda essa vontade de sair da dieta (mas também pode haver descontrole e a pessoa acaba perdendo tudo o que conquistou, como eu disse no início).

O nosso corpo não precisa de um “choque” para permanecer alcançando seus resultados. Existem meios de sair desse efeito platô que não agridem o organismo e são eficientes. Falo muito isso para as pessoas. Hoje em dia, existe uma mania muito chata de achar que precisamos dar esse tal de choque no organismo para alcançar qualquer resultado que queremos, quando, na verdade, isso só causa estresse. Porque não tratamos bem o nosso corpo? Porque não paramos de buscar por soluções milagrosas e começamos a viver com mais equilíbrio, mais leveza e mais tranquilidade quando se trata da alimentação? Deslizes na dieta são normais e até mesmo necessários! Somos seres humanos e a alimentação está muito ligada ao prazer, então, não há mal nenhum nisso. O problema está em planejar, pensar e executar tudo como se fosse algo automático, ao invés de respeitar os sinais naturais do corpo quanto à fome e saciedade.

dia do lixo

O que esse texto quis dizer? Que o dia do lixo não é necessário se você tem uma alimentação saudável e que comer besteira de vez em quando pode fazer parte disso sem peso na consciência. Por outro lado, se você precisa do dia do lixo porque faz uma dieta muito restritiva e precisa dessa escapulida, talvez o problema esteja na origem dessa “necessidade”.

Pense nisso!

FOTOS: REPRODUÇÃO

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