Autocontrole é fundamental para evitar a gula emocional em festas de final de ano

Excessos e autocobranças se traduzem em sintomas físicos, comportamentais e emocionais. Contudo, estímulos positivos favorecem, inclusive, o controle do comportamento compulsivo.

 Por Michele Neregato

As festas de final de ano são marcadas pela fartura e variedade no cardápio. Um deslize ou adiamento da dieta não são poupados e, comumente, parte das pessoas são vítimas das delícias da culinária. Contudo, para alguns, essas datas implicam em uma compensação alimentar. Na maioria dos casos, pessoas ansiosas, deprimidas ou frustradas comem muito, principalmente em datas festivas, como no final de ano. De acordo com a psicóloga e escritora Marilene Simão Kehdi, o número de reféns da gula emocional tem um aumento relevante em datas comemorativas. Para isso, o autocontrole e equilíbrio emocional merecem atenção redobrada.

Os aspectos psicológicos e emocionais que desencadeiam a gula emocional são vários e podem variar de pessoa para pessoa, porém, o estresse e ansiedade estão no topo da pirâmide, sendo os que mais se destacam. No entanto, a ansiedade é gerada pelo excesso de expectativas. Em seguida, a frustração é o sentimento que também gera compulsão, por conta do individuo acreditar não ter atingido metas ao longo do ano. Sendo assim, a expectativa do que esta por vir no próximo ano gera a gula emocional.

A insatisfação com a própria rotina, problemas financeiros, tristeza, angustia, solidão e fadiga são sentimentos que destroem a autoestima, na qual, sendo ausente, estimula uma busca por compulsões.  Ou seja, na busca do prazer e de recompensa, ingere-se uma quantidade acima dos limites, em especial, doces, para a vida ficar um pouco adocicada. Sendo assim, a insatisfação leva o indivíduo à procura de satisfação – mesmo que seja mínima – através da ingestão de alimentos saborosos (doces e massas).

A ingestão de carboidratos estimula a entrada de maior quantidade de triptofano no cérebro, e este aminoácido é transformado em serotonina (também conhecido como o hormônio da felicidade). Por sua vez, a serotonina é um neurotransmissor que proporciona sensação de prazer e bem estar, por isso as pessoas buscam os doces, tortas, bolos, etc. A ingestão desses alimentos causam sensação de bem estar imediato, tanto em adultos quantos crianças.

Algumas pessoas, no final de ano, costumam fazer um balanço negativo de suas vidas e, nesse momento, desperdiçam toda energia que seria útil para futuras realizações. Desta forma, a psicóloga Marilene afirma que nada na vida deve ser feito de forma desgastante. Todos os excessos e autocobranças se traduzem em sintomas físicos, comportamentais e emocionais. Ela ainda ressalta que é preciso se direcionar aos objetivos e a tudo o que buscar realizar no próximo ano, com autoconfiança, estimulo de superação, flexibilidade e, sobre tudo, otimismo. Agindo assim, é possível caminhar no sentindo favorável das conquistas, com equilíbrio, o que irá favorecer, inclusive, o controle do comportamento compulsivo.

É preciso ser cuidadoso com a própria saúde física e mental, e não “carregar” os objetivos e anseios de vida a todo o momento, em qualquer lugar. Do contrário, a situação será de uma prisão numa energia de tensão emocional e de muitas cobranças internas, desencadeando várias doenças psicossomáticas, entre elas, a compulsão alimentar. Em alguns momentos da vida, é preciso relaxar para ter um pouco da paz interior, e não permitir que as cobranças internas sejam aniquiladoras.

Marilene é pós-graduada em Psicossomática com aprimoramento em Neuropsicologia, Psicologia Hospitalar e Psicopatologia. Além de ministrar aulas e palestras sobre, controle do estresse e ansiedade, é pós-graduada em Psicopatologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental.

Suas obras, “Um Convite à felicidade”, “Vivendo e Compreendendo”, “Conquiste uma vida mais saudável”, “Organize Suas Emoções e Ganhe Qualidade de Vida”, “Faça, Aconteça e Realize!”, “Um Novo Estilo de Vida!” e “Emoções, Situações e Soluções”, apresentam um novo conceito da autoajuda, mostrando aos leitores como interpretar as emoções e conflitos internos, para que atinjam um estado de bem estar e de equilíbrio emocional necessário para uma vida saudável.

 


editadaPsicóloga e escritora, Marilene Simão Kehdi é pós-graduada em Psicossomática com aprimoramento em Neuropsicologia, Psicologia Hospitalar e Psicopatologia. Além de ministrar aulas e palestras sobre, controle do estresse e ansiedade, é pós-graduada em Psicopatologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental.

Suas obras, “Um Convite à felicidade”, “Vivendo e Compreendendo”, “Conquiste uma vida mais saudável”, “Organize Suas Emoções e Ganhe Qualidade de Vida”, “Faça, Aconteça e Realize!”, “Um Novo Estilo de Vida!” e “Emoções, Situações e Soluções”, apresentam um novo conceito da autoajuda, mostrando aos leitores como interpretar as emoções e conflitos internos, para que atinjam um estado de bem estar e de equilíbrio emocional necessário para uma vida saudável.

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