Encare o monstro de frente!

Olá gente bonita! Tudo bem com vocês?

Estou bem feliz porque hoje vim aqui escrever sobre administração do tempo a pedido de uma querida seguidora do blog da Amanda. Espero de coração que possa ajudá-la e a cada um de vocês.

Já observaram o quanto a noção de tempo é extremamente relativa?

Quando estamos ocupados ele passa muito rápido. Quando ociosos, passa muito devagar. Se estivermos sentindo dor, dura uma eternidade, se estivermos felizes, voa.

Os minutos de dor parecem ser intermináveis e queremos apagar o quanto antes isso de nossa memória. Os de felicidade, queremos que dure, e quanto mais tentamos nos agarrar aos bons momentos, mais depressa o tempo parece escorregar por nossas mãos.

Na mitologia grega, Chronos, o deus do tempo, devorava à todos sem piedade. E hoje como ele é? Você sente que o tempo te devora? Ou você consegue administrá-lo?

Sinto que a vida moderna de alguma maneira faz com que nossas vidas se resumam a “correr atrás do tempo perdido”. Se na Grécia Antiga, o tempo já era tido como um monstro que devorou seus próprios filhos, será que podemos realmente culpar a vida moderna?

Acredito que não. Muito provavelmente nossos ancestrais também tinham suas questões com o correr das horas.

Existem muitos fatores por trás da má administração do nosso tão precioso tempo. A maioria deles estão ocultos, escondidos em nosso inconsciente. Mas se fizermos um pequeno esforço, conseguiremos encontrar respostas.

Se nos ocupamos demais, e nunca temos tempo, muito provavelmente estamos fugindo de nós mesmos. Se sobra tempo e você não sabe o que fazer com ele, também.

Estar o tempo todo em atividade, é tão problemático quanto estar o tempo todo sem fazer nada. O que acontece é que infelizmente desaprendemos como equilibrar as coisas.

E pior ainda, nem sempre fazer coisas o tempo todo, significa que você está alcançando seus objetivos, e isso é frustrante demais.

De que adianta estar em ação por horas intermináveis se não sabemos qual nosso objetivo?

Vamos usar um exemplo básico. Se você quiser ir até um determinado lugar caminhando, vai resolver alguma coisa caminhar 10 horas na esteira? Você está em ação, caminhando, certo? Mas este caminhar, te leva à algum lugar?

Claro que não. E fazemos isso o tempo todo em nossas vidas. E se você tiver comido um brigadeiro? Vai sentir culpa e querer andar mais horas ainda na esteira, sem um rumo certo, apenas para compensar o peso na consciência.

Isso acontece com a nossa tão desejada produtividade diária. Achamos que precisamos estar em atividade por horas a fio. Nem pensamos, simplesmente fazemos. Mas no fim do dia, parece que nada se movimentou.

Precisamos parar de literalmente “correr atrás do próprio rabo”. Giramos em círculos dia após dia sem saber ao certo onde queremos chegar.

E se perdemos algumas horas com algo que julgamos desnecessário nessa corrida, nos punimos aumentando a quantidade de horas que passamos em atividade.

Chega um momento em nossas vidas que precisamos olhar para nossas distrações. Precisamos olhar para aquilo que nos ilude e nos desvia de nosso objetivo. Só assim poderemos parar de culpar o tempo.

O único jeito de não ser devorado por Chronos é encará-lo de frente. É escolher tomar a pílula vermelha de Matrix. Se você não tomar a decisão de enxergar realmente sua vida e o que você quer, o tempo vai seguir sendo um tirano, você vai continuar achando que nunca fez o suficiente e não, os louros da vitória nunca serão seus.

Eu queria conseguir falar sobre esses assuntos de uma maneira mais prática e objetiva, sem adentrar em questões mais profundas, mas não consigo, portanto, meu desejo é que cada um de nós possa olhar Chronos nos olhos e escolher ser dono de nosso próprio tempo.

Com muito carinho e gratidão,

Carla Rubio

 

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