Amamentação, por que eu parei?

Olá mamães atuais!

Tudo bem com vocês e nossos pequenos?
Por aqui está tudo bem e esse post, tem um motivo muito especial para ser feito. Já digo o por quê.
Apoio sempre as mamães a amamentarem,  digo isso em rodas de mães, para a mãe de primeira viagem que encontro no supermercado, na rua ou na praça, em qualquer lugar, e sempre digo que não é fácil, mas depois dos dias difíceis o prazer de amamentar se torna algo único é para lá de especial, diria que o maior vínculo entre mãe e filho.

Com o Matias, no inicio foi difícil por ter tido muita dor e fissura mas depois de 2 meses o prazer se tornou real. Amamentei até os 10 meses, porém, um dia eu o estava amamentando, no ônibus de volta para casa, e ele me mordeu. Sim! Muita dor! Com 8 meses nasceram 2 dentinhos de baixo e 10 meses os dois de cima e aí foi o suficiente para ele morder com gosto o meu seio esquerdo, que ficou muito machucado.

Graças a isso, fiquei por 2 semanas tirando leite e oferecendo apenas a mama direita. Perdi o prazer!  Chorava para amamentar. Ficava travada morrendo de medo dele me morder de novo, e mordeu, só que sempre conseguia tirar a tempo de um estrago maior. Conversei com outras mães e a maioria dizia para conversar com ele e explicar que não poderia morder, mas a relação entre a amamentação e eu, já estava pra lá de prejudicada.
Liguei para a minha parteira, a Ellen Rauber e ela disse para conversar com o Matias toda vez que ele fosse morder que não podia fazer isso é que era importante para gente continuar, mas se eu quisesse parar que fosse sem culpa. E essa frase foi decisiva “sem culpa” porque toda hora me sentia um mostro por ter vontade de deixar de amametar.
Liguei para o pediatra Dr. Conrado e ele disse que se eu estava decidida a parar que passasse para o leite tipo “A” fresco, e que por 1 mês, eu tirasse o leite materno e misturasse ao Leite “A” para ele acostumar.
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Foi difícil!  O maior trabalho, além de ficar tirando leite, que sinceramente achei cansativo e chato, não vou mentir aqui, foi achar uma mamadeira que fosse, adequada para esse momento de transição.
Mas Deus manda anjos quando a coisa aperta, e entrei na loja “Alô bebê” onde uma vendedora muito experiente orientou que comprasse a “Mam” porque o bico não era a jato sim ele teria que sugar para sair o leite e foi então que essa mamadeira me salvou!

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Hoje, o Matias com 1 ano e 6 meses, às vezes eu sinto falta de amamentar, o meu maior medo era perder o vínculo de carinho e relação que tínhamos um com o outro, e foi bobagem porque o nosso enlace é para sempre. Claro! Que o ideal na minha cabeça era amamentar até os 2 anos de idade, mas não foi possível, e precisava respeitar isso dentro de mim. Amamentei o necessário para que nós dois pudéssemos nos sentir livres e felizes, a partir do momento em que isso acabou, eu não poderia ficar sofrendo e permitir que o meu filho sentisse todos esses sentimentos ruins que eu estava passando para ele, pela dor que sentia, e pelo medo de amamentar.

Me respeito e respeito as minhas decisões. Meu marido me apoiou, minha família Ahow, e meus amigos me ajudaram e a transição foi difícil, porém, necessária para mim e para ele, no fim tudo passa!

Acredite sempre no que é melhor para o seu filho, sem medo, sem culpa.

Bora ser feliz e fazer o máximo para que o ideal seja sempre o real.

Um beijo e até logo!

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